segunda-feira, 31 de março de 2014

Grande ato (Des)comemoração dos 50 anos do Golpe Militar - Manifestação dia 1º de Abril concentração na Candelária 15 horas


CMP RJ participa da convocação para a manifestação em 1º de abril, (des)comemoração do Golpe Militar de 1964, a concentração será às 15h30 na Candelária. Vista a camisa e leve a bandeira de sua entidade para lutarmos juntos "para que não se esqueça e para que nunca mais aconteça"
Na próxima terça-feira, dia 1º de abril, o Golpe que instaurou a ditadura em nosso país completa 50 anos. Para lembrar o fato histórico e impedir que algo parecido volte a acontecer, as centrais sindicais, os movimentos sociais e os partidos políticos do campo da esquerda vão realizar um ato de "descomemoração" com centração na Candelária a partir das 15h30.
Todos estão convocados a comparecer com as camisas e bandeiras de seus sindicatos. Cada direção sindical tem a responsabilidade de mobilizar os trabalhadores de sua categoria para participar do ato, lembrando que o Golpe de 1964 e a ditadura que o sucedeu cumpriram também o papel de destruir a organização dos trabalhadores e impedir avanços e conquistas. Nos 21 anos de ditadura, trabalhadores e lideranças sindicais e de outros movimentos sociais foram demitidos, presos, torturados, exilados e assassinados pelos órgãos repressores. Portanto, é de extrema importância que todas as entidades sindicais se engajem na luta "para que não se esqueça e para que nunca mais aconteça".



Ações violentas da Polícias Militares e casos Amarildo e Cláudia reascendem debate sobre a Desmilitarização das Polícias no Brasil




                                                                                                                                                                     Campanha pela PEC 51/13 - Desmilitarização das polícias Já! 
Segurança Pública com cidadania e direitos humanos

Após a reação descomunal da Polícia Militar de São Paulo e Rio de Janeiro às primeiras manifestações contra o aumento de passagens de ônibus no ano passado, ganhou mais força no país o debate sobre a desmilitarização das polícias militares no Brasil. A reação das tropas militares de Rio de Janeiro e São Paulo, (das corporações policiais mais violentas no mundo) foi, segundo diversas análises, um dos fatores que desencadeou o restante das manifestações de junho em todo o país. Com um histórico de repressão popular e ações truculentas contra comunidades, e pobres no Brasil, as polícias militares começaram a ser utilizadas em policiamento pelo regime militar, e eram submetidas aos comandos do Exército. Envolvidas em milhares de denuncias  de violações, torturas, assassinatos e desaparecimentos, como no episódios  do pedreiro Amarildo na Favela da Rocinha, Rio de Janeiro, ocupada pela PM, onde todo comando militar da UPP local esta preso, acusado da morte de Amarildo. O recente caso de Cláudia Ferreira da Silva baleada, morta, e arrastada por carro da PM, em ação truculenta de policiais militares comprovam o descaso com a vida,  a formação militarizada e autoritária que é estimulada pelo governo do PMDB de Cabral. A ocupação  das comunidades no Rio, tem sido exclusivamente militar,  rejeitando o dialogo com a população e as entidades sociais e populares locais.   Diante da volta do debate sobre a desmilitarização, foi elaborada a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) n° 51/2013. A PEC foi apresentada no Senado pelo senador Lindbergh Farias (PT-RJ). A discussão tem tomado conta de boa parte do tempo daqueles que discutem e elaboram políticas públicas de segurança pública. O tema é rico e bastante pertinente. As Polícias Militares são herdeiras da Ditadura Militar, e têm sido responsáveis por agressões, violações, massacres e crimes contra comunidades em especial contra a juventude negra. É preciso articular uma mobilização nacional pela desmilitarização das PMs, um debate urgente que não pode ser (mais) empurrado com a barriga, na construção de uma nova política nacional de segurança pública, com cidadania, respeito aos direitos humanos, com controle social e a participação da sociedade civil. Chega de violência policial contra negros, LGBTs, Mulheres e pobres no Brasil. Desmilitarização Já!

CMP RJ

quarta-feira, 12 de março de 2014

Com ato na Central do Brasil (RJ), entidades relembram grande comício de 13 de março de 196

Em seu discurso, presidente João Goulart expressava publicamente seu compromisso com as reformas de base
Na próxima quinta-feira, dia 13 de março, completa-se 50 anos do comício da Central do Brasil, em 1964, quando o então presidente do Brasil, João Goulart (Jango), discursou na presença de milhares de pessoas.
Nesta data e no mesmo local, centrais sindicais, entre elas a CUT, movimentos sociais, partidos políticos, vão realizar um grande ato com o mote ‘Lembrar é Resistir’.
Para convocação do evento as entidades colaram 10 mil cartazes em toda grande Rio e em algumas cidades com mais de 15 mil habitantes. “Nossa perspectiva é de um grande ato que terá a presença do filho de João Goulart (João Vicente) e pessoas históricas que estiveram presentes no comício de 64’, informou Indalécio Wanderley Silva, secretário de Organização e Política Sindical da CUT-RJ.
Compromisso com as reformas de base - Em seu discurso, Jango tomava uma posição pró-trabalhador, pró-Brasil, expressando publicamente seu compromisso com as chamadas reformas de base (agrária, educacional, fiscal, bancária e eleitoral) e de encaminhar ao Congresso Nacional tais projetos, na construção de uma nação mais justa, soberana e democrática.
Na ocasião, João Goulart havia anunciado também a assinatura de um decreto pela estatização das refinarias de petróleo e outro com o objetivo de desapropriar terras às margens de ferrovias e rodovias federais.
“O povo quer que se amplie a democracia e que se ponha fim aos privilégios de uma minoria; que a propriedade da terra seja acessível a todos; [...] que se impeça a intervenção do poder econômico nos pleitos eleitorais”. Para Jango, tal comício vencia uma campanha de terror ideológico e sabotagem.“Chegou-se a proclamar, até, que esta concentração seria um ato atentatório ao regime democrático, como se no Brasil a reação ainda fosse a dona da democracia, e a proprietária das praças e das ruas. Desgraçada a democracia se tiver que ser defendida por tais democratas. Democracia para esses democratas não é o regime da liberdade de reunião para o povo: o que eles querem é uma democracia de povo emudecido, amordaçado nos seus anseios e sufocado nas suas reivindicações A democracia que eles desejam impingir-nos é a democracia antipovo, do anti-sindicato, da anti-reforma, ou seja, aquela que melhor atende aos interesses dos grupos a que eles servem ou representam [...]”
Expedito Solaney, secretário nacional de Políticas Sociais da CUT, recorda que o País vivia um processo muito complicado de conspiração. “O governo não conseguiu renegociar sua dívida com o FMI (Fundo Monetário Internacional). Apesar das dificuldades o presidente Goulart teve uma posição muito firme de romper com as instituições financeiras, com o governo norte-americano”, contextualizou.
O Comício da Central do Brasil acirrou ainda mais os ânimos e a campanha de setores conservadores em contraposição ao governo. As reformas de base que permitiriam melhor distribuição da riqueza e de direitos foram interpeladas pelo golpe militar em 1º de abril de 1964, que cerceou as liberdades e perseguiu violentamente seus opositores.
Mais direito e mais democracia - o ato também será uma oportunidade de aprofundar a luta em favor das reivindicações da classe trabalhadora, contra os retrocessos democráticos e a criminalização dos movimentos sociais.
Entre as bandeiras de luta destaque para a reforma política, agrária, urbana, democratização da comunicação, além da agenda dos movimentos sindical e social do Rio de Janeiro como a prioridade para o transporte público, não a privatização da água e da Cedae (Companhia Estadual de Águas e Esgotos), mais investimentos para universalizar o saneamento no Estado, fim da privatização na saúde e na educação, contra a criminalização dos movimentos sociais e da pobreza e pela desmilitarização da Polícia.
CUT na luta - A CUT Nacional constituiu no ano passado sua própria Comissão Nacional ‘Memória, Verdade e Justiça’ e está trabalhando na coleta de informações a partir dos 11 pontos que orientam o trabalho do GT13 ‘Repressão aos Trabalhadores e ao Movimento Sindical’ no âmbito da CNV (Comissão Nacional da Verdade).
Solaney informou que em abril será realizada uma reunião da Comissão da Central onde será apresentado um primeiro balanço dos documentos e informações coletadas e o planejamento das próximas atividades.

Parabéns aos trabalhadores Garis do Rio pela Vitória !!!


Desejamos felicidades aos Garis do Rio de Janeiro, que em uma greve histórica durou uma semana e com sua mobilização atropelaram o sindicato pelego, que os abandonou e fez uma negociação contra a categoria com a prefeitura do Rio. A resistência dos trabalhadores, recebeu apoiou da população e de outros sindicatos e movimentos sociais e derrotou a arrogância e prepotência do governo do Prefeito Eduardo Paes PMDB, que vende a cidade para o capital.
Quem luta conquista! Parabéns Boa Luta Viva os Garis!  

Estamos vivendo uma onda neonazista no Ocidente, diz socióloga


Diante dos acontecimentos na Europa, onde grupos de extrema direita tem crescido na maré dos desemprego, da recessão com as receitas do FMI e do Banco Mundial, que tem massacrado os trabalhadores e aposentados, e com a crise da Ucrânia onde um partido Svoboda (ligado a grupo para militares do Setor Direito) que tem em seu programa a consigna de "anti-semita e anti-russo", tem seis ministérios no governo provisório golpista, é preciso entender e enfrentar esta onde que no Brasil se reflete em atos e agressões homofóbicas e racistas. Republicamos artigo da revista Fórum, com entrevista com a socióloga Carla Cristina Garcia, sobre esta ascensão de grupos fascistas, para melhor combater esta sobra perigosa contra os povos e a liberdade.

CMP RJ

Nem Racismo! Nem Homofobia!
Fora Fascistas!  



Estamos vivendo uma onda neonazista no Ocidente, diz socióloga
Foto: Carla Cristina Garcia – PUC-SP
Por Marcelo Hailer
Nesta semana, o jogador da seleção da Croácia Josip Simunic foi banido pela Fifa e está fora da Copa do Mundo de 2014. O zagueiro, após a vitória sobre a Irlanda (em novembro), pegou o microfone e entoou cânticos nazistas com o apoio da torcida. A Fifa considerou inadequada a postura do atleta.
Porém, o caso do desportista não é um fato isolado, principalmente diante dos últimos ocorridos na Europa. No começo deste ano, Paris foi palco de uma manifestação contrária ao casamento igualitário, que reuniu cerca de 1,5 milhão de pessoas, porém, o presidente Hollande peitou os grupos conservadores e fez campanha pessoal pela aprovação do projeto, fato que ocorreu em maio.
Na Grécia, foram eleitos seis parlamentares do partido Aurora Dourada, assumidamente neonazista. Recentemente, o líder do partido, Nikos Mihaloliakos, foi preso acusado de fazer parte de um grupo clandestino neonazista envolvido em assassinatos e lavagem de dinheiro. Outros três parlamentares do Aurora Dourada foram presos sob a mesma acusação.
Mas não é apenas na Europa que os ideais eugenistas (base da ideologia nazista) ressurgem, nos EUA e Brasil também. Lá como cá, esses grupos estão organizados nos partidos políticos, nas assembleias e nos meios de comunicação. Os discursos são os mesmos: anti-políticas raciais, contrários a qualquer avanço na legislação no que diz respeito às LGBT e aborto e, principalmente, sobre políticas de drogas.
No Brasil, por exemplo, mais de uma vez, o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) declarou que a África é um “continente amaldiçoado” e que o líder Nelson Mandela implantou a “cultura de morte na África do Sul”. E os companheiros de bancada do pastor propagam a ideia de que homossexuais são doentes passíveis de cura. São pensamentos que lembram os eugenistas no século XIX. Com os ativistas do Tea Party norte-americano (ala radical do Partido Republicano) se dá o mesmo.
Com este cenário que se espalha por vários países, será possível afirmar que o Ocidente vive uma nova onda eugenista/neonazista? Para a socióloga e professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Carla Cristina Garcia, não há dúvidas de que vivemos uma nova onda das teses que fundaram o nazismo. Garcia, que também coordena o núcleo de pesquisa sobre feminismo e sexualidades – Inanna – diz que é correto falar em nova onda, pois, as ideias que têm permeado o ideário conservador do Ocidente, nunca deixaram de existir, mas, neste momento, ganham nova força com a ascensão dos movimentos mais progressistas.
Revista Fórum – Nesta semana, um jogador da Croácia foi expulso da seleção por ter cantado cânticos nazistas ao fim de uma partida em novembro com o apoio da torcida; neste ano, membros do partido grego neonazista Aurora Dourada foram presos depois que investigação descobriu que eles faziam parte de uma quadrilha nazista; no Brasil setores sociais e políticos têm propagado o discurso de ódio contra LGBT, mulheres, aborto, droga… Pode-se dizer que o Ocidente vive uma nova onda eugenista?
Carla Cristina Garcia - Sem dúvida alguma vivemos uma nova onda do pensamento eugenista e é bom frisar o termo onda, pois a ideia, ou melhor, o ideal eugênico nunca desapareceu da sociedade ocidental.
Talvez seja importante lembrar que todas as teorias racistas modernas são fruto do pensamento eugenista, mais precisamente norte-americano, que desenvolveu um tipo específico de eugenia, conhecida como “eugenia negativa”: eliminação das futuras gerações de “geneticamente incapazes” – enfermos, racialmente indesejados e economicamente empobrecidos –, por meio de proibição marital, esterilização compulsória, eutanásia passiva e, em última análise, extermínio. O aumento no número de imigrantes no final do século XIX levou o grupo dominante no país, os protestantes cujos ancestrais eram oriundos do norte da Europa, a buscar motivos para exclusão. Encontraram terreno fértil na pseudociência da eugenia.
Os eugenistas usaram os últimos conhecimentos científicos para “provar” que a hereditariedade tinha papel-chave em gerar patologias sociais e doenças. Os imigrantes tornaram-se alvos fáceis de defensores dessa nova “ciência”, que empregaram os achados do movimento eugênico para construir a imagem dos imigrantes como pessoas deformadas, doentes e depravadas, encontrando eco em seus contemporâneos nas ciências sociais e na biologia, entre os quais a eugenia propagou-se como algo considerado perfeitamente lógico.
Fórum – Esse retorno do discurso eugenista em vários países pode ser uma volta do discurso (se é que um dia ele já se foi) do Ocidente enquanto sujeito branco e familista?
Carla Cristina Garcia - Eu não chamaria de retorno do discurso eugenista, pois acredito que este nunca foi deixado de lado, todas as manifestações xenofóbicas por todo o mundo ocidental, o ódio ao estrangeiro propagado em muitos países europeus, além de exibir toda a questão do pensamento colonial, também demonstra claramente que xenofobia e eugenismo são frutos do mesmo tipo de pensamento eurocêntrico, branco e patriarcal.
Fórum – Acompanhamos nos últimos meses o acirramento entre a bancada fundamentalista e os setores progressistas pró-LGBT, que terminou ontem com a vitória dos religiosos ao enterrarem o PLC 122 sob argumentos bíblicos. Por que é tão difícil se fazer aplicar o Estado Laico?
Carla Cristina Garcia - O problema aqui é muito mais complexo do que parece. Primeiro: há dois direitos individuais em conflito: o que assegura a liberdade religiosa e o que assegura a liberdade de consciência. As pessoas têm o direito de serem religiosas ou ateias, sem darem qualquer explicação. Acreditam ou deixam de acreditar como bem quiserem, e qualquer constrangimento a esses direitos é inconstitucional.
Segundo, o Estado é laico. Ser laico não significa ser ateu. Ser laico significa não tomar partido. Não cabe ao Estado defender essa ou aquela denominação ou agremiação religiosa, e tampouco cabe ao Estado pregar o ateísmo. Cabe ao Estado defender o direito das pessoas, individualmente, escolherem (ou não terem de escolher) se e no que acreditarem. Se alguém resolver acreditar no Coelhinho da Páscoa, cabe ao Estado laico defender tal direito.
Sobre aqueles que estão exercendo um cargo público são agentes do Estado. Logo, ele ou ela o representa perante a sociedade e, por isso, sua liberdade religiosa deve ser ainda mais resguardada enquanto estiver no exercício de sua função. Não há dúvida que ela pode rezar em casa ou no templo, independente de qual seja sua profissão. Mas, em sua vida política, ela é o Estado. E o Estado é laico. Como representante do Estado, ela não deve preferir (ou proferir) uma religião.
Fórum – Além dos LGBTs, temos acompanhado o fortalecimento dos discursos contra indígenas, negros, usuários de drogas, mulheres e outros difamados. Na sua opinião, estes sujeitos, historicamente subalternizados, deixarão um dia a condição de sujeitos silenciados e difamados?
Carla Cristina Garcia - Há uma nova movimentação no mundo todo contra os abusos do capitalismo e do pensamento colonial. Acredito que a luta por direitos ainda está longe de acabar. Estas novas configurações dos movimentos sociais podem levar a um recrudescimento das forças conservadoras ou podem levar a outro tipo de organização social mais efetiva.

segunda-feira, 10 de março de 2014

VIVA O 8 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DA MULHER


VIVA A LUTA DAS MULHERES SALVE O 8 DE MARÇO!

EM HOMENAGEM AO DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES A CMP RIO DE JANEIRO  homenageia as companheiras Mulheres na figura de Olga Benário Prestes, mulher, mãe, guerrilheira, comunista. Viva a luta das mulheres que no dia a dia estão enfrentam o preconceito, e avançam no trabalho, na educação pelos direitos sociais e sexuais, pela liberdade direitos reprodutivos, na luta de gênero contra o machismo.   Nosso Blog cloca-se como ferramenta da luta das mulheres pela cidadania o respeito, na denuncia da violência sexista que assassina mais de cinco mil brasileiras ano, e de dezenas de milhares que são torturadas e agredidas todos os dias!!! Para deter esta barbárie, é urgente que tenhamos centros de apoio e casas da mulher, campanhas de saúde, ações em políticas públicas na defesa das mulheres. É preciso estabelecer direitos no trabalho como: Salário Igual para Homens e Mulheres! Direito ao Aborto! Defesa das mulheres Negras, contra o racismo, no efetivo direito a educação, a saúde, cultura e ao trabalho, creches, na geração de emprego e renda através da economia solidária. Apoiamos as reivindicações das mulheres no campo e cidade, dos movimentos sociais de mulheres; operárias, sem tetos, quilombolas, trabalhadoras, de comunidades de terreiro e da floresta, dos povos indígenas, das lésbicas, das redes de saúde e trabalho cooperativo, de comunicação alternativa.

SAUDAMOS A LUTA DE TODAS AS MULHERES DO MUNDO POR DIREITOS E CONTRA A VIOLÊNCIA RELIGIOSA E MACHISTA!


Por mais direitos ! Homenagem as mulheres Brasileiras




Olga Benário Prestes, mulher mãe comunista !




VIVA A LUTA DAS MULHERES BRASILEIRAS E DE TODO MUNDO!




sábado, 5 de outubro de 2013

ALDEIA RESISTE!! NA LUTA DO RIO! PARABÉNS


   
Após uma violenta repressão promovida pelo governo do estado do Rio através da PM que em meados deste ano retirou a força os ocupantes da Aldeia Maracanã, que se tornou em um centro de resistência cultural e popular em defesa dos povos indígenas. A repressão da expulsão violenta da Aldeia era mais uma atitude reacionária de um governo a serviço do capital, que  tinha planos de demolir a centenário e histórico prédio que abrigou serviço de proteção ao Índio e o Museu do Índio,   os estádios de atletismo Célio de Barros, de natação Júlio Delamare e a Escola Municipal Friedenreich. Graças a mobilização de alunos, pais, ativistas e indígenas e amigos e as jornadas de Junho impediram os planos do governo estadual de entregar estes espaços entregues as empresas que hoje controlam o Maracanã. Uma vitória popular que garante que estes espaços públicos continuam a serviço das comunidades do Rio e do Brasil. 
Aldeia Resiste volta ao ser espaço de resistência e cultura popular. 
Parabéns e Vamos juntos!


CMP RJ  




MARACA SAGRADO

A Aldeia Maracanã realiza uma série de eventos hoje (dia 5 de Outubro) como parte da mobilização nacional indígena no Rio de Janeiro. A programação inclui uma aula aberta de Tupi, uma conversa entre mulheres debatendo sobre o "Feminino Sagrado na Cultura Indígena", exibição de filmes e um baile máscaras indígenas para fechar o dia.

Mais cedo uma roda de canto foi formada em volta de uma das amendoeiras próximas ao prédio, considerada sagrada pelos indígenas já que há poucos meses fazia parte do terreno da aldeia.

As obras no entorno do Maracanã depois da privatização não só reduziram a área que os indígenas consideram sua por razões históricas, culturais e simbólicas, mas também causaram a derrubada de diversas árvores.

Os índios planejam a criação e instalação de uma universidade indígena livre na Aldeia Maracanã.

Foto: Dinho Moreira / Mídia NINJA

Vitorioso Congresso CMP RJ e rumo a Ipatinga para o V Congresso Nacional da CMP Brasil 20 anos de luta por um Brasil Socialista e Popular





CMP presente nas lutas populares Grito dos Excluídos  7 de setembro no Rio de Janeiro A nossa bandeira vermelha de lutas com a companheira guerreira Márcia Marçal, membro da nova direção estadual da CMP eleita em 14/9, ativista pelos direitos humanos LGBT, Conselheira Estadual LGBT Rio e da Comissão da Verdade Rio. 



Vitorioso o V Congresso Estadual CMP RJ realizado em 14 de setembro no Sindicato dos Laticínios do Rio, com a participação de mais de oitenta militantes de várias regiões do estado, das entidades filiadas a CMP, militantes da CMP, da União Nacional Moradia Popular, do MLB Movimento e Luta nos Bairros e de outros compas das lutas sociais da educação LGBT e de mulheres. Em nosso V Congresso Estadual RJ debatemos a conjuntura grave do estado do Rio, onde o governo do PMDB declara  uma ditadura da PM a serviço dos grupos econômicos e do capital, massacrando ativistas e professores.  Os desafios são muitos nas lutas populares e na construção da CMP, com uma plataforma de lutas iremos avançar na organização para construir pelas bases populares a central em nosso estado do Rio de Janeiro. Temos grandes tarefas para a nova direção da CMP RJ eleita em 14 de setembro de 2013, na reorganizar nossa entidade, ampliação dos setoriais: Mulheres, Juventude, LGBT, Meio Ambiente, e outros para ampliar e fortalecer a atuação da CMP nos projetos que ao lado do povo e dos ativistas da moradia popular, como a Ocupação Chiquinha Gonzaga, o Projeto Quilombo das Gamboa, entre outras frentes de massa onde atuamos em apoio e na construção das  vitórias, da resistência e conquistas populares. Para isso se torna urgente a construção de meios de comunicação da central com um Jornal e ampliar nossa presença nas redes sociais, também a  Escola Nacional Livre de Formação Popular para a educação militante de nossos companheiros (as) em parceria com movimentos sociais e Universidades Públicas. Estaremos na defesa das ocupações, participaremos das Conferências, seminários, eventos e dos Conselhos, com as reivindicações populares para garantir a efetivação das resoluções, que se tornem políticas públicas em benefício de nosso povo, na defesa da participação popular direita. Enumeramos alguns dos pontos de nossa Plataforma: atuação projetos da Habitação Popular, do meio ambiente e reciclagem, das culturas populares, apoiar as ações contra os despejos, em defesa da Petrobrás contra os leilões do Pré Sal, não as privatizações, pelo direito ao Transporte público para a população com transparência das tarifas e estatização das empresas, melhoria Na defesa do SUS Público, Não a privatização da Educação, pela democratização das comunicações no Brasil apoiando as Redes socias comunitárias na Web Rádios e TVs sociais, na defesa de direitos humanos pela cidadania para as mulheres, jovens, LGBTs em combate permanente contra o Racismo, o Machismo e a Homofobia, pela aprovação do PL 122 Já contra a Homofobia no Brasil, Campanhas contra a Violência contra a Mulher, pelo estado laico em defesa da democracia com participação popular. Apoiamos a luta dos povos Latino Americanos em defesa de Cuba contra o bloqueio, solidários a Venezuela Bolivariana e aos povos em luta. Pela soberania e pela PAZ, contra as intervenções militares por óleo e recursos naturais. Com estes princípios bandeiras de luta, na construção popular do Socialismo vamos ao V Congresso da CMP Brasil em Ipatinga, Minas Gerais dias 25 a 27 de Outubro de 2013 por um Brasil Popular Livre e Socialista!Viva os 20 anos da CMP! Viva o V Congresso da CMP!



Aldair Alves da CMP RJ na marcha do grito dos excluídos 2013


É luta é cultura a CMP acredita no Brasil Popular!!



Uma sociedade Sem Homofobia e sem manicômios esta luta é nossa! 

Vitorioso Congresso CMP RJ e rumo a Ipatinga para o V Congresso Nacional da CMP Brasil 20 anos de luta um Brasil Socialista e Popular





Vitorioso  V Congresso Estadual CMP RJ realizado em 14 de setembro no Sindicato dos Laticínos do Rio, com a participação de mais de oitenta militantes de várias regiões do estado, das entidades filiadas a CMP, militantes da CMP, da União Nacional Moradia Popular, do MLB Movimento e Luta nos Bairros e de outros compas das lutas sociais da educação LGBT e de mulheres. Em nosso V Congresso Estadual RJ debatemos a conjuntura grave do estado do Rio, onde o governo do PMDB declara  uma ditadura da PM a serviço dos grupos econômicos e do capital, massacrando ativistas e professores.  Os desafios são muitos nas lutas populares e na construção da CMP, com uma plataforma de lutas iremos avançar na organização para construir pelas bases populares a central em nosso estado do Rio de Janeiro. Temos grandes tarefas para a nova direção da CMP RJ eleita em 14 de setembro de 2013, na reorganizar nossa entidade, ampliação dos setoriais: Mulheres, Juventude, LGBT, Meio Ambiente, e outros para ampliar e fortalecer a atuação da CMP nos projetos que ao lado do povo e dos ativistas da moradia popular, como a Ocupação Chiquinha Gonzaga, o Projeto Quilombo das Gamboa, entre outras frentes de massa onde atuamos em apoio e na construção das  vitórias, da resistência e conquistas populares. Para isso se torna urgente a construção de meios de comunicação da central com um Jornal e ampliar nossa presença nas redes sociais, também a  Escola Nacional Livre de Formação Popular para a educação militante de nossos companheiros (as) em parceria com movimentos sociais e Universidades Públicas. Estaremos na defesa das ocupações, participaremos das Conferências, seminários, eventos e dos Conselhos, com as reivindicações populares para garantir a efetivação das resoluções, que se tornem políticas públicas em benefício de nosso povo, na defesa da participação popular direita. Enumeramos alguns dos pontos de nossa Plataforma: atuação projetos da Habitação Popular, do meio ambiente e reciclagem, da cultura popular, a luta contra os despejos, em defesa da Petrobrás contra os leilões do Pré Sal, não as privatizações, pelo direito ao Trasporte para a população com transparência das tarifas e estatização das empresas, pela democratização das comunicações no Brasil apoiando as Redes comunitárias, Rádios e TVs sociais, na defesa de direitos humanos pela cidadania para as mulheres, jovens, LGBTs em combate permanente contra o Racismo, o Machismo e a Homofobia, pelo estado laico em defesa da democracia com participação popular. Com estes princípios bandeiras de luta, na construção popular do Socialismo vamos ao V Congresso da CMP Brasil em Ipatinga dias 25 a 27 de Outubro de 2013 por um Brasil Popular Livre e Socialista!

Viva os 20 anos da CMP! Viva o V Congresso da CMP!

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

CONGRESSO ESTADUAL CMP RJ


CONGRESSO ESTADUAL 
DA CMP RIO DE JANEIRO





Convidamos os militantes e amigos da luta popular para o Congresso da Central de Movimentos Populares Rio de Janeiro, que será realizado em 14 de Setembro de 2013, das 9:00 às 19:00 horas, no Sindicato dos Laticínios (Sintrafrios RJ) Rua Ibituruna 14, Tijuca , próximo ao Instituto de Educação IERJ - Praça da Bandeira, Rio de Janeiro.

Debateremos a conjuntura nacional e estadual, as lutas populares, a construção da CMP RJ, eleição da direção e delegação ao Congresso Nacional da CMP Brasil. 

Saudações da Luta Popular!





PELA REFORMA URBANA COM HABITAÇÃO POPULAR JÁ!

NÃO AS REMOÇÕES E DESPEJOS E A VIOLÊNCIA POLICIAL!

CONTRA A CRIMINALIZAÇÃO DAS LUTAS SOCIAIS E COMUNIDADES!

DEFESA DO BRASIL SOBERANO NA CONSTRUÇÃO DO SOCIALISMO!

CONTRA O RACISMO A HOMOFOBIA E O MACHISMO!

SOLIDARIEDADE A CUBA A VENEZUELA E AOS POVOS EM LUTA!

EM DEFESA DO SUS E DA EDUCAÇÃO PÚBLICA, NÃO AS PRIVATIZAÇÕES!

NÃO AOS LEILÕES DO PETRÓLEO E GÁS DA ANP!

Fora Homofobia PLC 122 Já!


Comissão Estadual do Congresso da CMP RJ

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Viva o 29 de agosto dia da Visibilidade Lésbica

DIA DA VISIBILIDADE LÉSBICA



Homenagem do BLOG CMP RJ - Setorial LGBT da CMP Brasil seção RIO
celebramos Dia 29 de agosto Parabéns a luta das Lésbicas por direitos !!
publicação retirada  do face


Uma pequena reflexão, pra um dia importante pra nós 

A mulher lésbica, como se não fosse suficiente lidar com o machismo e violência (de todos os tipos) por apenas ser mulher, tem que lidar também com a homofobia por ser lésbica.

Para alguns, uma mulher lésbica é o mesmo que um homem ou pior: é um objeto sexual regado à promiscuidade. Ora, se a mulher lésbica se identificasse com o gênero masculino não seria mulher-lésbica. 
Tem que aguentar no seu trabalho machista pessoas se direcionando a você como se tivesse pensamento masculino, tem que aguentar pessoas te convidando para amplas formas de relações sexuais, tem que aguentar comentários do tipo "não pode por que Deus não quer" e "só é assim por que ainda não encontrou um homem". Tem que aguentar na escola a discriminação maldosa de mulheres que seguem padrões hétero normativos. Tem que aguentar na família, na rua, no trabalho, nos estudos... Enfim.
Perguntar sobre a sexualidade de uma mulher faz tanto sentido quanto perguntar do resto do mundo, e seguindo a lógica do "cada um cuida da sua vida", não se interesse pela vida sexual de ninguém, afinal, não te diz respeito e ninguém é redutível à sexualidade.
O fato de amar outra pessoa não altera caráter, nem o meu, nem o seu, nem o de ninguém. Isso independe de qual pessoa você se apaixona ou tem relações.

Se importe menos, se preocupe menos, e pense mais.
Todos somos da mesma espécie, capazes de amar e sermos felizes. A diferença é que algumas mulheres amam outras mulheres.
Superem isso e máximo respeito!


quarta-feira, 28 de agosto de 2013

28 DE AGOSTO MARCHA NACIONAL DE LUTA PELA REFORMA URBANA NO RIO DE JANEIRO


CMP RIO CONVOCA DIA NACIONAL DE MOBILIZAÇÃO EM DEFESA DA REFORMA URBANA E POR MORADIA POPULAR!!!

28 DE AGOSTO DIA NACIONAL DE LUTAS!


terça-feira, 27 de agosto de 2013

Em defesa do SUS Público todo apoio ao Programa Mais Médicos! Sejam Bem vindos Médicos de Cuba! DRs. em Solidariedade!











CMP Brasil felicita os médicos de Cuba e da as boas vindas! Estamos na luta pelo SUS Público e de qualidade  na defesa da saúde do povo que sofre com a falta de profissionais e condições de atendimento em todo o Brasil. Apoiamos a luta pela revalidação dos diplomas dos médicos formados na Escola Latino Americana de Medicina ELAM - Cuba, onde formaram-se centenas de brasileir@s muitos da base da CMP Brasil. Agora após anos de luta estes médicos poderão trabalhar no seu país através do Programa Mais Médicos, para atender centenas de cidades onde a população não tem acesso a médicos. O governo do Brasil através do programa  trará médicos do exterior (muitos de Cuba) para trabalhar no SUS Público. Mas uma campanha corporativista  e reacionária de entidades médicas tenta desqualificar os médicos em especial os de Cuba,  com apoio da mídia PIG. Os médicos de Cuba são DRs da solidariedade, por suas missões de apoio e ação humanitária, como no Haiti. 

Sejam Bem Vindos!!!

Os primeiros 200 médicos cubanos se emocionam ao chegar ao Brasil. A maioria tem mais de 40 anos, 16 anos de profissão e já fizeram missões em outros países. "Queremos trabalhar para melhorar os indicadores de saúde", disse a médica cubana Natacha Sanchez. 


"Nós não vamos mudar nenhum sistema social, mas contribuir, assim como temos feitos com países pobres na África, Ásia e América. Acho que é um benefício para todos que precisam de atenção médica primária adequada", afirmou Milagros Lopez.


"Não interessa salário, trabalhamos por amor", disse Nelson Rodriguez, 45 anos.


Fazemos um chamado a tod@s para a defesa do Programa Mais Médicos!

EM defesa do SUS Público!

Apoiamos a Campanha pelos 10 % da receita da União para a saúde!






Companheiros da CMP DF Afonso Magalhães e Wesley recebem em Brasília os médicos vindos de Cuba


Bandeira da CMP  e de outros movimentos sociais na recepção aos médicos de Cuba em Brasília

Wesley do CDR I e CMP DF Médico formado em Cuba  na recepção aos médicos cubanos em Brasília

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Ministro da Justiça recebe Conselho Nacional LGBT e cria GT para monitorar tramitação do PLC 122





Ministro da Justiça com membros do Conselho Nacional LGBT CNCD LGBT

Representando a CMP LGBT Brasil Carlos Alves Conselheiro Nacional LGBT - CNCD na reunião com o Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, onde foram apresentadas a pauta nacional LGBT para o enfrentamento da violência homofóbica.  

O Conselho Nacional LGBT foi recebido nesta segunda-feira (15), em Brasília, pelo Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Durante o encontro, que teve como objetivo a formulação de políticas públicas voltadas para o segmento, o Conselho entregou uma carta com as demandas do movimento, que tem como carro-chefe a aprovação do PLC 122/06, que trata da criminalização dos crimes de homofobia.

Durante a reunião, foi aprovada a criação de um grupo de trabalho sobre a temática LGBT, no âmbito da Secretaria Nacional de Segurança Pública do MJ. Uma das funções do GT, que deverá contar com três representantes do Conselho LGBT, será a criação de um desenho de boletim de ocorrência (B.O), que permita, entre outras coisas, a caracterização de crimes homofóbicos e a inclusão do nome social, nos casos em que a vítima for transexual. Ficou acordado ainda que Conselho LGBT irá elaborar um curso de qualificação voltado para o sistema penitenciário, criando uma matriz curricular especifica para a população LGBT.

De acordo com o Presidente do Conselho Nacional LGBT e coordenador de politicas LGBT da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), Gustavo Bernardes, o ministro declarou apoio ao PL e designou a secretária Nacional de Segurança Pública da Casa, Regina Miki, que também participou da reunião, para acompanhar a tramitação do projeto no Senado Federal. “O apoio do MJ a PLC 122 é um marco importante para a aprovação dessa legislação, que é nossa principal prioridade”, afirmou Gustavo. ainda segundo ele “A temática da segurança pública é muito importante para a população LGBT. tendo em vista os atentados por conta do preconceito homo/lesbo/trans/fobia”, afirmou.

Além dos integrantes do Conselho, também participou do encontro o Secretário Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos da SDH/PR, Biel Rocha.

A América Latina na era das cyberguerras



 Julian Assange
O Blog da CMP RJ soma-se a milhares de pessoas e grupos que manifestam sua solidariedade a luta de Julian Assange, que por sua ação de denuncias contra  governos  através do http://wikileaks.org/. Julian perseguido é refugiado na Embaixada do Equador em Londres, um preso político do século XXI, novos tempos da espionagem em redes sociais e violação de emails, tudo de informações da internet, tudo coordenado pelos governos centrais contra os direitos individuais das pessoas, para monitorar  lutas sociais no planeta.  Como defensores dos direitos humanos a CMP RJ  apoia Julian e exige sua libertação imediata de Julian  para seguir ao Equador!


artigo Julian Assange 
Os cypherpunks originais eram, na maioria, californianos libertaristas*. Eu vim de tradição diferente, onde todos nós buscávamos proteger a liberdade individual contra a tirania do Estado. Nossa arma secreta era a criptografia. Já se esqueceu o quanto isso foi subversivo. A criptografia, então, era propriedade exclusiva dos Estados, para uso em suas muitas guerras. Ao escrever nossos próprios programas e distribuí-los o mais amplamente possível, liberamos a criptografia, a democratizamos e a espalhamos pelas fronteiras da nova internet.
A reação contra, sob várias leis “de tráfico de armas”, falhou. A criptografia se difundiu nos browsers da rede e em outros programas que, hoje, as pessoas usam diariamente. Criptografia forte é ferramenta vital na luta contra a opressão pelo Estado. Essa é a mensagem do meu livro Cypherpunks: liberdade e o futuro da internet. Mas o movimento para disponibilizar universalmente uma criptografia forte tem de trabalhar para obter mais do que isso. Nosso futuro não está apenas na liberdade para os indivíduos.
Nosso trabalho em WikiLeaks implica compreensão semelhante da dinâmica da ordem internacional e da lógica do império. Durante o período de formação de WikiLeaks, encontramos evidências de pequenos países abusados e dominados por países maiores, ou infiltrados por empresas de fora, forçados agir contra eles próprios. Vimos o desejo popular ao qual não se dava voz e expressão, eleições compradas e vendidas, e países ricos, como o Quênia, assaltados e leiloados por plutocratas em Londres e em New York.
A luta pela autodeterminação latino-americana é importante para muito mais gente do que os que vivem na América Latina, porque mostra ao resto do mundo o que pode ser feito. Mas a independência da América Latina ainda engatinha. Tentativas para subverter a democracia latino-americana ainda acontecem, inclusive recentemente, em Honduras, Haiti, Equador e Venezuela.
Por isso a mensagem dos cypherpunks tem importância especial para os públicos latino-americanos. A vigilância em massa não é só problema para a governança e a democracia – é uma questão geopolítica. Se a população de um país inteiro é vigiada por país estrangeiro, há ameaça contra a soberania. Intervenção após intervenção nos assuntos da democracia na América Latina ensinaram-nos a ser realistas. Sabemos que os velhos poderes ainda explorarão, para benefício deles, qualquer possibilidade de retardar ou suprimir a eclosão da independência latino-americana.
Considere-se a simples geografia. Todos sabem que os recursos em petróleo regem a geopolítica global. O fluxo do petróleo determina quem é dominante, quem é invadido, quem é posto em ostracismo fora da comunidade global. O controle físico sobre um segmento de oleoduto define maior poder geopolítico. Governos que se ponham nessa posição podem obter concessões gigantescas. Num golpe, o Kremlin pode condenar a Europa Oriental e a Alemanha a um inverno sem calefação. E até a possibilidade de Teerã controlar um oleoduto para o leste, até Índia e China, é pretexto para a lógica belicosa de Washington.
Mas o novo grande jogo não é a guerra por oleodutos. É a guerra pelos dutos pelos quais viaja a informação: o controle sobre as vias de cabos de fibras óticas que se espalham pela terra e pelo fundo dos mares. O novo tesouro global é o controle do fluxo gigante de dados que conecta todos os continentes e civilizações, conectando as comunicações de bilhões de pessoas e empresas.
Não é segredo que, na internet e no telefone, todas as rotas que entram e saem da América Latina passam pelos EUA. A infraestrutura da internet dirige 99% do tráfego que entra e que sai da América do Sul por linhas de fibras óticas que atravessam fisicamente fronteiras dos EUA. O governo dos EUA não mostrou qualquer escrúpulo quanto a quebrar sua própria lei e plantar escutas clandestinas nessas linhas e espionar os seus próprios cidadãos. Todos os dias, centenas de milhões de mensagens de todo o continente latino-americano são devoradas por agências de espionagem dos EUA, e armazenadas para sempre em armazéns do tamanho de pequenas cidades. Os fatos geográficos sobre a infraestrutura da Internet, portanto, têm consequências sobre a independência e a soberania da América Latina.
O problema também transcende a geografia. Muitos governos e militares latino-americanos protegem seus segredos com maquinário de criptografia. São caixas e programas que “desmontam” as mensagens na origem e as “remontam” no destino. Os governos compram essas máquinas e programas para proteger seus segredos – quase sempre o próprio povo paga (caro) –, porque temem, corretamente, que suas comunicações sejam interceptadas.
Mas as empresas que vendem esses equipamentos e programas caros mantêm laços estreitos com a comunidade de inteligência dos EUA. Seus presidentes e altos executivos são quase sempre matemáticos e engenheiros da Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA) capitalizando as invenções que eles mesmos criaram para o Estado de Vigilância. Não raras vezes, as máquinas que vendem são quebradas: quebradas propositalmente, por uma razão. Não importa quem as use ou como as usem – as agências dos EUA conseguem “remontar” os sinais e leem as mensagens.
Esse equipamento é vendido para a América Latina e outros países como útil para proteger os segredos do comprador, mas são, de fato, máquinas para roubar aqueles segredos.
Enquanto isso, os EUA aceleram a próxima grande corrida armamentista. A descoberta do vírus Stuxnet – e depois dos vírus DuquFlame – marca o início de uma nova era de programas complexos usados como arma, que estados poderosos fabricam para atacar estados mais fracos. A primeira ação agressiva contra o Irã visou a minar os esforços daquele país com vistas a defender sua soberania – ideia que é anátema para os interesses de EUA e de Israel na região.
Longe vai o tempo em que usar vírus de computador como arma de ataque era peripécia de romance de ficção científica. Agora, é realidade global, que se espalha graças ao comportamento leviano do governo de Barack Obama, em violação da lei internacional. Outros estados agora por-se-ão na mesma trilha, aumentando a própria capacidade de ataque.
Os EUA não são os únicos culpados. Em anos recentes, a infraestrutura de Internet de países como Uganda tem recebido grandes investimentos chineses. Gordos empréstimos chegam, em troca de contratos africanos para que empresas chinesas construam a espinha dorsal da infraestrutura de internet ligando escolas, ministérios do governo e comunidades ao sistema global de fibra ótica.
A África vai-se conectando online, mas com máquinas vendidas por potência estrangeira aspirante ao status de superpotência. A internet africana será o meio pelo qual o continente continuará subjugado no século 21?
Esses são algumas das importantes vias pelas quais a mensagem doscypherpunks vai além da luta pela liberdade individual. A criptografia pode proteger não só as liberdades civis e os direitos individuais, mas a soberania e a independência de países inteiros, a solidariedade entre grupos que lutem por causa comum, e o projeto da emancipação global. Pode ser usada para enfrentar não só a tirania do estado contra o indivíduo, mas a tirania do império contra estados menores.
O grande trabalho dos cypherpunks ainda está por fazer. Junte-se a nós.
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* Orig. “libertarian”. Nos EUA, são liberais conservadores, que combatem, sobretudo o Estado, sem qualquer associação ou conotação com comunistas anarquistas. O movimento Tea Party, por exemplo, é dito “libertarian”. Dadas as conotações comunistas anarquistas do adjetivo (port.) “libertário”, que aqui absolutamente não cabem, optamos pela neologia “libertarista”. É solução tentativa, há outras possibilidades, e todos os comentários e correções são bem-vindos. Nota de tradução, Vila Vudu, Outras palavras.
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Confira a página oficial Cypherpunks: liberdade e o futuro da internet, com notícias, vídeos e links sobre o movimento cypherpunk, o WikiLeaks e Julian Assange, contribuindo para o debate sobre os rumos da internet
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retirado Boitempo