sábado, 25 de maio de 2013

CMP participa das Conferências das Cidades no estado do Rio de Janeiro







A CMP participa ativamente da 5ª Conferência Nacional das Cidades etapas das cidades do estado do Rio de Janeiro. As etapas municipais estão sendo realizadas em todas as regiões do estado do Rio, e a CMP tem assento na Coordenação Estadual da ConCidade  RJ e tem trabalhado para a maior participação dos movimentos sociais nas conferências. No último fim de semana dias 17, 18 e 19 de Maio foram realizadas importantes conferências; as ConCidades de Maricá, Rio de Janeiro e São Gonçalo.  A do Rio de Janeiro a Central de Movimentos Populares Rio, a União Nacional por Moradia Popular, o MLB e o MNLM e outros movimentos construíram uma ação unitária na conferência e combateram os projetos de exclusão do capital, que tem nos  megaeventos a ameaça contra as comunidades, ocupações e favelas das cidades. Aprovamos resoluções na defesa das comunidades  contra os despejos , e em temas como Mobilidade, Saneamento Ambiental, Inclusão dos Portadores de deficiência, Contra a Homofobia e o preconceito e o Racismo, pela economia solidária, a efetivação do Sistema Nacional de Política Urbana, e por mais investimentos em projetos de Habitação e moradia popular.  A unidade também se deu na construção da delegação a ConCidade  estadual, que majoritariamente é formada pelos movimentos populares citados acima, que terão mais de 60 delegados (as). A CMP e as outras entidades entendendo a pluralidade dos movimentos e que precisamos garantir a unidade e a mobilização para enfrentar as forças do capital, assegurou a participação das associações de moradores do Rio que terão 10 delegados (as) para a etapa estadual. 

                             
                        Prefeito Quaquá na abertura da Concidade Maricá
    ConCidades Maricá parte da Comissão Organizadora

Também nas ConCidades de São Gonçalo e Maricá  tivemos ação destacada seja trabalhamos para que o governo  Convocasse a ConCidade Maricá. Em ambas as Conferências debatemos os temas centrais de desenvolvimento urbano regional, com participação popular. Maricá  foi a primeira cidade de nosso estado, a dar posse ao Conselho Municipal da Cidade ConCidade com a presença do Prefeito Washington Quaquá dia 20 de Maio.

Prefeito Washington Quaquá na posse do primeiro Conselho das Cidades do estado do Rio de Janeiro, em 20 de Maio  na foto Carlos Alves  dirigente da CMP RJ, que trabalhou pela realização da Conferência e da construção do Conselho ConCidade Maricá


Vamos todos construir a unidade popular na defesa de uma cidade para todos os trabalhadores, sem exclusão e repressão !
Sociedade Civil e Governos na luta por Cidadania e Justiça Social   



CMP RJ

quinta-feira, 9 de maio de 2013

9 de Maio dia da Vitória contra o Fascismo - Alerta Esquecer Nunca Mais!





Homenagem aos milhares de mortos pela maquina Nazista! Nunca Mais!



Nove de Maio Dia da Vitória!!! Foi nesta data em 1945 que as forças nazistas se renderam ao Exército Vermelho, após uma campanha de luta que em conjunto com as forças da paz e do progresso derrotaram os fascistas na Europa. A URSS na guerra teve de mais de 22 milhões de Mortos, aldeias destruídas, cidades e toda a infraestrutura afetada, o primeiro país socialista do mundo sofreu uma campanha de destruição feroz. Mas o povo resistiu e venceu a besta. Muitos povos perseguidos como os 6 milhões de Judeus, milhares de ciganos, 1 milhão de Sérvios, milhares de Homossexuais, todos estes deportados, presos nos campos de concentração, torturados e assassinados pela maquina de horror!!! Milhares de inocentes pagaram com suas vidas,  pelo ódio da maquina nazista. E neste dia   rendemos honras aos mártires que pereceram vítimas do Nazismo. É preciso Alertar aos jovens e todas as futuras gerações sobre aqueles dias de Horror,  para que Nunca Mais se repita! Nunca Mais !!!
Hoje os grupos fascistas agem de outra maneira, nas redes sociais, mascarados em "Igrejas" ou de forma direita pregando o  discurso de ódio, e a perseguição violenta contra LGBTs. No Brasil e no mundo é o discurso religioso fundamentalista ataca os Homossexuais, e desafia a democracia na tentativa de impor um sistema de Machismo, Homofobia e eliminação da Juventude Negra! É preciso ficar alerta e denunciar suas ações, para que a tragédia não se repita, (embora o Holocausto dos LGBTs no Brasil continue sendo o campeão de assassinatos de LGBTs no mundo). Vamos  na defesa do Estado Laico, pelos direitos humanos de LGBTs, Negros e Mulheres e da Juventude pobre das periferias! No Passaran! 

Viva os Povos em luta pela Paz na construção do socialismo!   

CMP Brasil

Nós apoiamos a vinda dos Médicos Cubanos ao Brasil - Quem tem medo dos médicos de Cuba?





A CMP Brasil festeja a decisão do governo do Brasil em estudar a vinda de Médicos cubanos para trabalhar no interior do Brasil, a CMP esta na vanguarda deste processo de luta. Nós lutamos  pela revalidação dos diplomas dos médicos brasileiros formados em Cuba, na ELAM. Apoiamos a decisão soberana do Brasil, urgente  para atender a milhões de brasileiros que não tem atendimento em cidades pelo interior e nas periferias, e sofre pesado lobby do CFM. Estamos na defesa do SUS Público, e por ações em defesa do nosso povo. 




Por que os médicos cubanos assustam. Elite corporativista teme que mudança do foco no atendimento abale o nosso sistema mercantil de saúde



A virulenta reação do Conselho Federal de Medicina contra a vinda de 6 mil médicos cubanos para trabalhar em áreas absolutamente carentes do país é muito mais do que uma atitude corporativista: expõe o pavor que uma certa elite da classe médica tem diante dos êxitos inevitáveis do modelo adotado na ilha, que prioriza a prevenção e a educação para a saúde, reduzindo não apenas os índices de enfermidades, mas sobretudo a necessidade de atendimento e os custos com a saúde.



Essa não é a primeira investida radical do CFM e da Associação Médica Brasileira contra a prática vitoriosa dos médicos cubanos entre nós. Em 2005, quando o governador de Tocantins não conseguia médicos para a maioria dos seus pequenos e afastados municípios, recorreu a um convênio com Cuba e viu o quadro de saúde mudar rapidamente com a presença de apenas uma centena de profissionais daquele país.



A reação das entidades médicas de Tocantins, comprometidas com a baixa qualidade da medicina pública que favorece o atendimento privado, foi quase de desespero. Elas só descansaram quando obtiveram uma liminar de um juiz de primeira instância determinando em 2007 a imediata “expulsão” dos médicos cubanos.



Dos 371.788 médicos brasileiros, 260.251 estão nas regiões Sul e SudesteNeste momento, o governo da presidenta Dilma Rousseff só está cogitando de trazer os médicos cubanos, responsáveis pelos melhores índices de saúde do Continente, diante da impossibilidade de assegurar a presença de profissionais brasileiros em mais de um milhar de municípios, mesmo com a oferta de vencimentos bem superiores aos pagos nos grandes centros urbanos.



E isso não acontece por acaso. O próprio modelo de formação de profissionais de saúde, com quase 58% de escolas privadas, é voltado para um tipo de atendimento vinculado à indústria de equipamentos de alta tecnologia, aos laboratórios e às vantagens do regime híbrido, em que é possível conciliar plantões de 24 horas no sistema público com seus consultórios e clínicas particulares, alimentados pelos planos de saúde. 

Mesmo com consultas e procedimentos pagos segundo a tabela da AMB, o volume de clientes é programado para que possam atender no mínimo dez por turnos de cinco horas. 



O sistema é tão direcionado que na maioria das especialidades o segurado pode ter de esperar mais de dois meses por uma consulta.
Além disso, dependendo da especialidade e do caráter de cada médico, é possível auferir faturamentos paralelos em comissões pelo direcionamento dos exames pedidos como rotinas em cada consulta.




Sem compromisso em retribuir os cursos públicos



Há no Brasil uma grande “injustiça orçamentária”: a formação de médicos nas faculdades públicas, que custa muito dinheiro a todos os brasileiros, não presume nenhuma retribuição social, pelo menos enquanto não se aprova o projeto do senador Cristóvam Buarque, que obriga os médicos recém-formados que tiveram seus cursos custeados com recursos públicos a exercerem a profissão, por dois anos, em municípios com menos de 30 mil habitantes ou em comunidades carentes de regiões metropolitanas.



Cruzando informações, podemos chegar a um custo de R$ 792.000,00 reais para o curso de um aluno de faculdades públicas de Medicina, sem incluir a residência. E se considerarmos o perfil de quem consegue passar em vestibulares que chegam a ter 185 candidatos por vaga (UNESP), vamos nos deparar com estudantes de classe média alta, isso onde não há cotas sociais. 



Um levantamento do Ministério da Educação detectou que na medicina os estudantes que vieram de escolas particulares respondem por 88% das matrículas nas universidades bancadas pelo Estado. Na odontologia, eles são 80%.
Em faculdades públicas ou privadas, os quase 13 mil médicos formados anualmente no Brasil não estão nem preparados, nem motivados para atender às populações dos grotões. 



E não estão por que não se habituaram à rotina da medicina preventiva e não aprenderam como atender sem as parafernálias tecnológicas de que se tornaram dependentes. 




Concentrados no Sudeste, Sul e grandes cidades



Números oficiais do próprio CFM indicam que 70% dos médicos brasileiros concentram-se nas regiões Sudeste e Sul do país. E em geral trabalham nas grandes cidades. Boa parte da clientela dos hospitais municipais do Rio de Janeiro, por exemplo, é formada por pacientes de municípios do interior.



Segundo pesquisa encomendada pelo Conselho, se a média nacional é de 1,95 médicos para cada mil habitantes, no Distrito Federal esse número chega a 4,02 médicos por mil habitantes, seguido pelos estados do Rio de Janeiro (3,57), São Paulo (2,58) e Rio Grande do Sul (2,31). No extremo oposto, porém, estados como Amapá, Pará e Maranhão registram menos de um médico para mil habitantes.



A pesquisa “Demografia Médica no Brasil” revela que há uma forte tendência de o médico fixar moradia na cidade onde fez graduação ou residência. As que abrigam escolas médicas também concentram maior número de serviços de saúde, públicos ou privados, o que significa mais oportunidade de trabalho. Isso explica, em parte, a concentração de médicos em capitais com mais faculdades de medicina. A cidade de São Paulo, por exemplo, contava, em 2011, com oito escolas médicas, 876 vagas – uma vaga para cada 12.836 habitantes – e uma taxa de 4,33 médicos por mil habitantes na capital.



Mesmo nas áreas de concentração de profissionais, no setor público, o paciente dispõe de quatro vezes menos médicos que no privado. Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar, o número de usuários de planos de saúde hoje no Brasil é de 46.634.678 e o de postos de trabalho em estabelecimentos privados e consultórios particulares, 354.536. Já o número de habitantes que dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) é de 144.098.016 pessoas, e o de postos ocupados por médicos nos estabelecimentos públicos, 281.481.



A falta de atendimento de saúde nos grotões é uma dos fatores de migração. Muitos camponeses preferem ir morar em condições mais precárias nas cidades, pois sabem que, bem ou mal, poderão recorrer a um atendimento em casos de emergência.



A solução dos médicos cubanos é mais transcendental pelas características do seu atendimento, que mudam o seu foco no sentido de evitar o aparecimento da doença. Na Venezuela, os Centros de Diagnósticos Integrais espalhados nas periferias e grotões, que contam com 20 mil médicos cubanos, são responsáveis por uma melhoria radical nos seus índices de saúde.

Cuba é reconhecida por seus êxitos na medicina e na biotecnologia



Em sua nota ameaçadora, o CFM afirma claramente que confiar populações periféricas aos cuidados de médicos cubanos é submetê-las a profissionais não qualificados. E esbanja hipocrisia na defesa dos direitos daquelas pessoas.



Não é isso que consta dos números da Organização Mundial de Saúde. Cuba, país submetido a um asfixiante bloqueio econômico, mostra que nesse quesito é um exemplo para o mundo e tem resultados melhores do que os do Brasil.


Graças à sua medicina preventiva, a ilha do Caribe tem a taxa de mortalidade infantil mais baixa da América e do Terceiro Mundo – 4,9 por mil (contra 60 por mil em 1959, quando do triunfo da revolução) – inferior à do Canadá e dos Estados Unidos. Da mesma forma, a expectativa de vida dos cubanos – 78,8 anos (contra 60 anos em 1959) – é comparável a das nações mais desenvolvidas. 


Com um médico para cada 148 habitantes (78.622 no total) distribuído por todos os seus rincões que registram 100% de cobertura, Cuba é, segundo a Organização Mundial de Saúde, a nação melhor dotada do mundo neste setor.



Segundo a New England Journal of Medicine, “o sistema de saúde cubano parece irreal. Há muitos médicos. Todo mundo tem um médico de família. Tudo é gratuito, totalmente gratuito. 



Apesar do fato de que Cuba dispõe de recursos limitados, seu sistema de saúde resolveu problemas que o nosso [dos EUA] não conseguiu resolver ainda. Cuba dispõe agora do dobro de médicos por habitante do que os EUA”.


O Brasil forma 13 mil médicos por ano em 200 faculdades: 116 privadas, 48 federais, 29 estaduais e 7 municipais. De 2000 a 2013, foram criadas 94 escolas médicas: 26 públicas e 68 particulares.


Formando médicos de 69 países



Em 2012, Cuba, com cerca de 13 milhões de habitantes, formou em suas 25 faculdades, inclusive uma voltada para estrangeiros, mais de 11 mil novos médicos: 5.315 cubanos e 5.694 de 69 países da América Latina, África, Ásia e inclusive dos Estados Unidos.
Atualmente, 24 mil estudantes de 116 países da América Latina, África, Ásia, Oceania e Estados Unidos (500 por turma) cursam uma faculdade de medicina gratuita em Cuba.
Entre a primeira turma de 2005 e 2010, 8.594 jovens doutores saíram da Escola Latino-Americana de Medicina. As formaturas de 2011 e 2012 foram excepcionais com cerca de oito mil graduados. No total, cerca de 15 mil médicos se formaram na Elam em 25 especialidades distintas.



Isso se reflete nos avanços em vários tipos de tratamento, inclusive em altos desafios, como vacinas para câncer do pulmão, hepatite B, cura do mal de Parkinson e da dengue. Hoje, a indústria biotecnológica cubana tem registradas 1.200 patentes e comercializa produtos farmacêuticos e vacinas em mais de 50 países.




Presença de médicos cubanos no exterior



Desde 1963, com o envio da primeira missão médica humanitária à Argélia, Cuba trabalha no atendimento de populações pobres no planeta. Nenhuma outra nação do mundo, nem mesmo as mais desenvolvidas, teceu semelhante rede de cooperação humanitária internacional. Desde o seu lançamento, cerca de 132 mil médicos e outros profissionais da saúde trabalharam voluntariamente em 102 países. 



No total, os médicos cubanos trataram de 85 milhões de pessoas e salvaram 615 mil vidas. Atualmente, 31 mil colaboradores médicos oferecem seus serviços em 69 nações do Terceiro Mundo.

No âmbito da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América), Cuba e Venezuela decidiram lançar em julho de 2004 uma ampla campanha humanitária continental com o nome de Operação Milagre, que consiste em operar gratuitamente latino-americanos pobres, vítimas de cataratas e outras doenças oftalmológicas, que não tenham possibilidade de pagar por uma operação que custa entre cinco e dez mil dólares. Esta missão humanitária se disseminou por outras regiões (África e Ásia). A Operação Milagre dispõe de 49 centros oftalmológicos em 15 países da América Central e do Caribe. Em 2011, mais de dois milhões de pessoas de 35 países recuperaram a plena visão.



Quando se insurge contra a vinda de médicos cubanos, com argumentos pueris, o CFM adota também uma atitude política suspeita: não quer que se desmascare a propaganda contra o regime de Havana, segundo a qual o sonho de todo cubano é fugir para o exterior. Os mais de 30 mil médicos espalhados pelo mundo permanecem fiéis aos compromissos sociais de quem teve todo o ensino pago pelo Estado, desde a pré-escola e de que, mais do que enriquecer, cumpre ao médico salvar vidas e prestar serviços humanitários.



retirado das redes sociais

segunda-feira, 15 de abril de 2013

CMP RJ Vamos Juntos na construção do Congresso Estadual Rio de Janeiro Um Programa popular para o Rio



Um programa popular para o Rio de Janeiro com para as massas!
Pelo poder popular e a construção do socialismo
Em defesa do SUS e dos serviços públicos
Em defesa da Democracia e do Estado Laico 
Não a criminalização da pobreza e higienização das cidades para os megaeventos
Em defesa das Comunidades Contra as remoções e as perseguições  a luta popular
Criminalização da Homofobia - pela aprovação do PL 122 /06
Pela Reforma Urbana com controle social e popular
Programas de Habitação Popular 
Soberania Popular e Integração Latino Americana
Em defesa de Nuestra América - Cuba e da Venezuela Bolivariana


CMP  na construção do Congresso Estadual.do Rio de Janeiro, convoca a militância da luta popular a juntos combater pelas reivindicações das comunidades, dos trabalhadores, dos LGBTs, da Juventude Popular, dos Negros e das Mulheres Populares em luta. Nosso programa esta na forças das massas, que em luta na construção do socialismo seguem avante  na resistência contra o capital em todo o mundo. Contra as receitas neoliberais, que ameaça de destruição o SUS com grupos privados no controle do sistema, bem como os direitos sociais dos trabalhadores, precarizados. A destruição do meio ambiente e seus impactos na saúde das populações, os transportes públicos com altas tarifas e sob controle de monopolios, um desafio da luta popular nas cidades po outro modelo com participação popular. E a nova higienização das cidades (com a políticas de criminalização da pobreza) através de remoções, e da internação compusória, e ameaça de redução penal de jovens. Estamos em uma conjuntura onde grupos reacionários e fascistas atacam as lutas sociais, LGBTs e Negros e das Mulheres,  uma ofensiva do fundamentalismo religioso no Congresso Nacional, que investe contra direitos e na destruição do Estado Laico.  Os meios de comunicação, manipuladores e golpistas (PIG)  fazem uma campanha permanente contra as lutas populares. É preciso criar redes de comunicação popular, para romper o bloqueio e democratizar os meios, e exigir que o Governo e o Congresso regulem as comunicações no Brasil,  com conselhos de comunicações em todos so estados.
Este são alguns pontos do programa popular.  Rumo ao Congresso Nacional da CMP Brasil. 




Maduro eleito presidente de Venezuela Bolivariana - a revolução segue avante


Na noite de domingo 14 de abril, foi anunciada a vitória de Nicolas Maduro Presidente eleito de Venezuela, ( Maduro 50,66% dos votos,x 49,07% de Henrique Capriles) o povo  mantém viva e seguindo avante a Revolução Bolivariana, com  os programas sociais, a defesa da nação, a liberdade contra a mídia golpista manipuladora,  pela soberania e integração livre dos povos de Nuestra América. 

Parabéns ao Presidente eleito Maduro e ao povo Venezuela Bolivariana e Socialista ! 

Felicitações da CMP Brasil 

Viva Chávez!


Ato Nacional Por Reforma Agrária e Justiça no Campo - dia 15 de abril às 18 horas na sede da ABI - Rio de Janeiro

convite ATO 

No dia 15 de abril de 2013 iremos lembrar os 17 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás. Convidamos a todas as amigas e amigos a estarem conosco neste dia para reafirmar nosso compromisso de luta pela lembrança dos companheiros e companheiras que deram a vida na luta pela reforma agrária.

A demora na punição dos assassinos de Eldorado dos Carajás e a demora na desapropriação de terras pelo Incra têm a consequência direta de ocasionar cada vez mais mortes no campos. No ano em que perdemos dois grandes militantes no RJ, Cícero Guedes e Regina dos Santos, choramos junto com nossos companheiros da Bahia, do Pará e de todo o Brasil que sofre com a violência no campo.

Contamos com a sua presença para reafirmarmos juntos o compromisso: nem um minuto de silêncio, mas toda uma vida de luta.

Dia: 15 de abril Local: Auditório da ABI – Rua Araújo Porto Alegre, 71 Hora: 18h


“O que cada um de nós deve fazer em primeiro lugar, pois não temos outro remédio, é respeitar as nossas próprias convicções, não calar, seja onde for, seja como for, conscientes de que isso não muda nada, mas que ao fazê-lo, pelo menos temos a certeza de que não estamos a mudar”.
José Saramago
--
Reforma Agrária: Por Justiça Social e Soberania Popular!


Contamos com a participação de todas e todos camaradas que acreditam que a Reforma Agrária é uma das soluções dos diversos problemas dos trabalhadores. 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Ato em homenagem a Hugo Chávez e em apoio a canidatura de Nicolás Maduro Presidente da República Bolivariana da Venezuela



CMP apoia a revolução bolivariana!

Tod@s ao ato em apoio a candidatura revolucionário de Nicolás Maduro na Venezuela!

Dia 10/04 (quarta) às 18h no Sindpetro, 
Av.Passos,34, Centro, Rio de Janeiro.

Viva a Revolução Bolivariana!
Viva Hugo Chavez e a 
classe trabalhadora da América Latina!

 

CNCD LGBT " Feliciano você não nos representa" CMP toma posse em novo mandato no CNCD




Carlos Alves da CMP Brasil Presente na 14 reunião ordinária e posse do Conselho Nacional LGBT/ CNCD - Brasil - CNCD  esta  na campanha " Feliciano você não nos representa"



Na quarta-feira 3/4Carlos Alves Coordenador Nacional do Setorial LGBT da CMP - Central de Movimentos Populares Brasil , foi empossado representantes da sociedade civil para novo mandato 2013/2015, durante a  14ª Reunião Ordinária do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - CNCD/LGBT, junto com outros , reunião realizada em Brasília. A ministra Maria do Rosário da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República  SDH , esteve presente na reunião e destacou  a importância de ações conjuntas do governo e da sociedade civil, na construção de políticas de estado, em uma conjuntura marcada por uma ofensiva fundamentalista contra os direitos dos LGBTs. Ela defendeu a criação de um Sistema Nacional de Combate a Homofobia, e do debate do substitutivo do PL 122/06 em discussão no Congresso Nacional, e da urgência da aprovação uma legislação para combater a violação de direitos de LGBTs e a Homofobia no Brasil. A CMP Brasil saúda as entidades da sociedade civil e da representação do governo no CNCD, e conclama a defesa da democracia, alerta contra um golpe, na defesa dos direitos humanos e da cidadania para a população LGBT do Brasil em políticas públicas concretas na três esferas de governo.  Durante a reunião por iniciativa da CMP, o Conselho aprovou moção de repúdio a PEC de autoria do deputado João Campos PSDB GO,  em tramitação no Congresso Nacional, que autoriza igrejas, a  arguir no STF normas constitucionais, mais uma ameaça o estado laico e a democracia que precisamos impedir sua aprovação. O CNCD aprovou moção contra a permanência do Deputado Marcos Feliciano PSC SP, na presidência da Comissão de Direitos Humanos (CDHM) da Câmara Federal,  por sua postura reacionária e ataques contra LGBTs e os Negros, em falas racistas e homofóbicas, de ódio o que tem provocado manifestações em todo o Brasil  e no mundo de repúdio ao fascismo na CDHM, apoiamos os manifestantes que foram presos e sofreram repressão da polícia legislativa a mando do deputado, uma violação da liberdade e do direito a expressão, e contra o fechamento da CDHM ao público. O CNCD também aprovou moção de solidariedade aos Deputados Federais Jean Wylys PSOL RJ, Etika Kikay PT DF e Domingos Dutra PT MA, ex membros da  Comissão de Direitos Humanos, que tem denunciado o presidente,  e tem sido  vítimas de ameaças e de campanha difamatória por grupos fascistas nas redes sociais. Também debatemos a democratização das comunicações e o controle social da mídia, e a proteção das comunidade LGBT em especial as travestis, durante os megaeventos esportivos.

Fora Feliciano! 

Fora Homofobia!

Saudamos o novo Presidente Eleito Gustavo Bernardes Coordenador LGBT da SDH e da Vice presidente eleita representante da sociedade civil Janaina Oliveira da Rede Afro LGBT, Parabéns a tod@s os conselheir@s empossados no CNCD Brasil Vamos juntos derrotar a Homofobia




Setorial Nacional LGBT da CMP Brasil


CMP RJ

Ministra Maria do Rosário entrega proposta alternativa do PLC 122/06 ao Conselho Nacional LGBT

 Da SDH 


Data: 02/04/2013
02/ABR/2013 - Ministra Maria do Rosário entrega proposta alternativa do PLC 122/06 ao Conselho Nacional LGBT
Entrega de nova versão do Projeto de Lei 122/2006, que trata de crimes contra a população LGBT
A ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), entregou uma proposta de nova versão do Projeto de Lei 122/2006, que trata de crimes contra a população LGBT, para Keila Simpson, presidenta do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (CNCD/LGBT). O ato aconteceu nesta terça-feira (2), na sede da SDH/PR, em Brasília (DF).
O substitutivo transfere o debate do âmbito do racismo para a área dos crimes de ódio e de intolerância. Além disso, a proposta engloba violências contra idosos e pessoas com deficiência, tornando a matéria mais ampla. Com isso, a expectativa da ministra é superar o impasse no qual o projeto se encontra no Senado.
“Geralmente são crimes bárbaros, violentos, que levam à morte”, disse a ministra. Ela também destacou que o Estado brasileiro precisa responder a esses delitos e mudar a cultura homofóbica de parte da sociedade. Rosário ainda frisou que o substitutivo mantém a essência do projeto original e “dialoga” com experiências exitosas no mundo. “Alguém pode ser a favor do ódio e da intolerância?”, questiona a ministra.
Agora, o CNCD/LGBT debaterá internamente a proposta alternativa, com liberdade para sugerir mudanças. Posteriormente, o novo texto deve ser encaminhado para o senador Paulo Paim (RS), relator do PLC 122/2006, e para a senadora Ana Rita (ES), presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH), onde a matéria está tramitando.

Denúncias de violência – No Relatório sobre Violência Homofóbica no Brasil: o ano de 2011, divulgado pelo governo federal no ano passado, registrou 6.809 violações contra a população LGBT nos seguintes serviços: Disque Direitos Humanos (Disque 100), Ligue 180, Disque Saúde e a Ouvidoria do Sistema Único de Saúde (SUS).

sábado, 30 de março de 2013

Nota em Repúdio a Eleição da CDHM da Câmara dos Deputados - Feliciano Não nos representa!

NOTA PÚBLICA DA CMP

A Central de Movimentos Populares, entidade nacional articuladora dos movimentos populares, através de sua coordenação, vem publicamente se manifestar com relação à eleição do Deputado Federal Pastor Marco Feliciano para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados Federal.

A Comissão de Direitos Humanos da Camara dos Deputados é um instrumento público e político de afirmação e defesa das minorias e dos excluídos do Brasil. Trata-se de espaço de importância significativa do Poder Legislativo Nacional, que em sua história de debates e defesa dos excluídos e das minorias sempre teve um papel atuante e digno de sua função e propósito legislativo.

Consideramos que a Comissão de Direitos Humanos, tem a tarefa de receber e encaminhar as denuncias de violações de direitos humanos, e vem cumprindo ao longo de sua existência seus preceitos democráticos e imparciais, e jamais poderemos admitir que seja designado para presidi-la parlamentar que tem histórico de intolerância e imparcialidade contra os direitos humanos com julgamentos preconceituosos contra minorias.

Também consideramos a Comissão de Direitos Humanos como um espaço de diálogo entre o legislativo, os movimentos sociais e sociedade civil; espaço de manifestação democrática e de reivindicação da defesa, proteção e promoção dos direitos humanos individuais e coletivos.

Através desta, manifestamos, assim, o nosso repúdio e total desacordo em relação ao eleito à Presidência da Comissão de Direitos Humanos, Deputado Federal Marco Feliciano, pelo seu histórico que mancha a liberdade de expressão de grupos LGBT, onde predominam posições que não respeitem os direitos humanos e  das minorias e incitem a intolerância religiosa.

A CMP explicita aos parlamentares e lideres partidários, que reavaliem tal possibilidade, sob pena de provocar um profundo desgaste entre a Câmara Federal e os Movimentos Sociais e sociedade civil em geral, manchando a imagem política do Congresso, descredibilizando-a como espaço de promoção e defesa dos Direitos Humanos.
 
Central de Movimentos Populares

Globo cala Azenha. Voltamos à ditadura?

 O Blog da CMP RJ uma pequena ferramenta das lutas sociais no Rio de Janeiro, apoia a mobilização em defesa do Blog Viomundo, do jornalista Luiz Carlos Azenha que esta sendo processado a pagar R$ 30 mil a Ali Kamel da Rede Globo, vamso juntos e dizer Azenha você nos representa! Não a Censura!


Do Blog Crônicas do Motta

Há certas coisas sobre as quais nem é bom falar. 
Por isso, passo a palavra ao jornalista Luiz Carlos Azenha, excelente profissional e um digno cidadão brasileiro.
É triste o que ele tem a dizer.
Triste, porém necessário para entender como funciona este Brasil, como são as relações entre as ditas "elites", e como ainda estamos longe de sermos uma democracia, que pressupõe, entre tantos outros atributos, a existência de uma imprensa e de um Judiciário de verdade, acima de interesses empresariais, políticos ou meramente, de classe.
 
Dito isso, vamos ouvir o Azenha: 

Globo consegue o que a ditadura

não conseguiu: calar imprensa alternativa
  Meu advogado, Cesar Kloury, me proíbe de discutir especificidades sobre a sentença da Justiça carioca que me condenou a pagar 30 mil reais ao diretor de Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel, supostamente por mover contra ele uma “campanha difamatória” em 28 posts do Viomundo, todos ligados a críticas políticas que fiz a Kamel em circunstâncias diretamente relacionadas à campanha presidencial de 2006, quando eu era repórter da Globo. 
Lembro: eu não era um qualquer, na Globo, então. Era recém-chegado de ser correspondente da emissora em Nova York. Fui o repórter destacado para cobrir o candidato tucano Geraldo Alckmin durante a campanha de 2006. Ouvi, na redação de São Paulo, diretamente do então editor de economia do Jornal Nacional, Marco Aurélio Mello, que tinha sido determinado desde o Rio que as reportagens de economia deveriam ser “esquecidas”– tirar o pé, foi a frase — porque supostamente poderiam beneficiar a reeleição de Lula. 
Vi colegas, como Mariana Kotscho e Cecília Negrão, reclamando que a cobertura da emissora nas eleições presidenciais não era imparcial. 
Um importante repórter da emissora ligava para o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, dizendo que a Globo pretendia entregar a eleição para o tucano Geraldo Alckmin. Ouvi o telefonema. Mais tarde, instado pelo próprio ministro, confirmei o que era também minha impressão.
Pessoalmente, tive uma reportagem potencialmente danosa para o então candidato a governador de São Paulo, José Serra, censurada. A reportagem dava conta de que Serra, enquanto ministro, tinha autorizado a maior parte das doações irregulares de ambulâncias a prefeituras. 
Quando uma produtora localizou no interior de Minas Gerais o ex-assessor do ministro da Saúde Serra, Platão Fischer-Puller, que poderia esclarecer aspectos obscuros sobre a gestão do ministro no governo FHC, ela foi desencorajada a perseguí-lo, enquanto todos os recursos da emissora foram destinados a denunciar o contador do PT Delúbio Soares e o ex-ministro da Saúde Humberto Costa, este posteriormente absolvido de todas as acusações. 
Tive reportagem sobre Carlinhos Cachoeira — muito mais tarde revelado como fonte da revista Veja para escândalos do governo Lula — ‘deslocada’ de telejornal mais nobre da emissora para o Bom Dia Brasil, como pode atestar o então editor Marco Aurélio Mello. Num episódio específico, fui perseguido na redação por um feitor munido de um rádio de comunicação com o qual falava diretamente com o Rio de Janeiro: tratava-se de obter minha assinatura para um abaixo-assinado em apoio a Ali Kamel sobre a cobertura das eleições de 2006.
Considero que isso caracteriza assédio moral, já que o beneficiado pelo abaixo-assinado era chefe e poderia promover ou prejudicar subordinados de acordo com a adesão.
Argumentei, então, que o comentarista de política da Globo, Arnaldo Jabor, havia dito em plena campanha eleitoral que Lula era comparável ao ditador da Coréia do Norte, Kim Il-Sung, e que não acreditava ser essa postura compatível com a suposta imparcialidade da emissora. Resposta do editor, que hoje ocupa importante cargo na hierarquia da Globo: Jabor era o “palhaço” da casa, não deveria ser levado a sério.
No dia do primeiro turno das eleições, alertado por colega, ouvi uma gravação entre o delegado da Polícia Federal Edmilson Bruno e um grupo de jornalistas, na qual eles combinavam como deveria ser feito o vazamento das fotos do dinheiro que teria sido usado pelo PT para comprar um dossiê contra o candidato Serra.
Achei o assunto relevante e reproduzi uma transcrição — confesso, defeituosa pela pressa – no Viomundo.
Fui advertido por telefone pelo atual chefão da Globo, Carlos Henrique Schroeder, de que não deveria ter revelado em meu blog pessoal, hospedado na Globo.com, informações levantadas durante meu trabalho como repórter da emissora.
Contestei: a gravação, em minha opinião, era jornalisticamente relevante para o entendimento de todo o contexto do vazamento, que se deu exatamente na véspera do primeiro turno.
Enojado com o que havia testemunhado ao longo de 2006, inclusive com a represália exercida contra colegas — dentre os quais Rodrigo Vianna, Marco Aurélio Mello e Carlos Dornelles — e interessado especialmente em conhecer o mundo da blogosfera — pedi antecipadamente a rescisão de meu contrato com a emissora, na qual ganhava salário de alto executivo, com mais de um ano de antecedência, assumindo o compromisso de não trabalhar para outra emissora antes do vencimento do contrato pelo qual já não recebia salário.
Ou seja, fiz isso apesar dos grandes danos para minha carreira profissional e meu sustento pessoal.
Apesar das mentiras, ilações e tentativas de assassinato de caráter, perpretradas pelo jornal O Globo e colunistas associados de Veja, friso: sempre vivi de meu salário. Este site sempre foi mantido graças a meu próprio salário de jornalista-trabalhador. 
O objetivo do Viomundo sempre foi o de defender o interesse público e os movimentos sociais, sub-representados na mídia corporativa. Declaramos oficialmente: não recebemos patrocínio de governos ou empresas públicas ou estatais, ao contrário da Folha, de O Globo* ou do Estadão. Nem do governo federal, nem de governos estaduais ou municipais.
Porém, para tudo existe um limite. A ação que me foi movida pela TV Globo (nominalmente por Ali Kamel) me custou R$ 30 mil reais em honorários advocatícios.
Fora o que eventualmente terei de gastar para derrotá-la. Agora, pensem comigo: qual é o limite das Organizações Globo para gastar com advogados?
O objetivo da emissora, ainda que por vias tortas, é claro: intimidar e calar aqueles que são capazes de desvendar o que se passa nos bastidores dela, justamente por terem fontes e conhecimento das engrenagens globais.
Sou arrimo de família: sustento mãe, irmão, ajudo irmã, filhas e mantenho este site graças a dinheiro de meu próprio bolso e da valiosa colaboração gratuita de milhares de leitores.
Cheguei ao extremo de meu limite financeiro, o que obviamente não é o caso das Organizações Globo, que concentram pelo menos 50% de todas as verbas publicitárias do Brasil, com o equivalente poder político, midiático e lobístico.
Durante a ditadura militar, implantada com o apoio das Organizações Globo, da Folha e do Estadão — entre outros que teriam se beneficiado do regime de força — houve uma forte tentativa de sufocar os meios alternativos de informação, dentre os quais destaco os jornais Movimento e Pasquim.
Hoje, através da judicialização de debate político, de um confronto que leva para a Justiça uma disputa entre desiguais, estamos fadados ao sufoco lento e gradual.
E, por mais que isso me doa profundamente no coração e na alma, devo admitir que perdemos. Não no campo político, mas no financeiro. Perdi. Ali Kamel e a Globo venceram. Calaram, pelo bolso, o Viomundo.
Estou certo de que meus queridíssimos leitores e apoiadores encontrarão alternativas à altura. O certo é que as Organizações Globo, uma das maiores empresas de jornalismo do mundo, nominalmente representadas aqui por Ali Kamel, mais uma vez impuseram seu monopólio informativo ao Brasil. Eu os vejo por aí.
PS do Viomundo: Vem aí um livro escrito por mim com Rodrigo Vianna, Marco Aurelio Mello e outras testemunhas — identificadas ou não — narrando os bastidores da cobertura da eleição presidencial de 2006 na Globo, além de retratar tudo o que vocês testemunharam pessoalmente em 2010 e 2012. 
PS do Viomundo 2: *Descreverei detalhadamente, em breve, como O Globo e associados tentaram praticar comigo o tradicional assassinato de caráter da mídia corporativa brasileira.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Leilão do petróleo pode entregar 30 bilhões de barris



Por Emanuel Cancella*
As reservas brasileiras reconhecidas somam 14 bilhões de barris de petróleo. A 11ª rodada de licitação do petróleo poderá entregar mais que o dobro de nossas reservas, a julgar pela declaração da própria Diretora-Geral da ANP, Magda Chambriard, durante Seminário realizado no dia 18 de março, em Copacabana, no Rio.
Na abertura do evento, promovido pela ANP e pelo governo federal, com o objetivo de apresentar os blocos a serem leiloados aos investidores, a diretora-geral da Agência, Magda Chambriard, destacou a importância da licitação, que acontecerá nos dias 14 e 15 de maio, com a oferta de 289 blocos distribuídos em 11 Bacias Sedimentares: Barreirinhas, Ceará, Espírito Santo, Foz do Amazonas, Pará-Maranhão, Parnaíba, Pernambuco-Paraíba, Potiguar, Recôncavo, Sergipe-Alagoas e Tucano, estimando que estará disponibilizando um volume de 30 bilhões de barris e, ainda mais. A declaração a seguir foi transcrita da matéria divulgada pela assessoria de imprensa da ANP:
“A rodada vai oferecer excelentes oportunidades para empresas de origem nacional e estrangeira, de todos os portes, interessadas em atuar no Brasil”, afirmou Magda Chambriard. Ela disse que estimativas apontam um volume de 30 bilhões de barris de óleo in situ (volume de óleo ou gás em uma determinada região, cuja extração depende de fatores de recuperação e que não pode ser entendido como reserva) nas bacias da Margem Equatorial incluídas na rodada, além de cinco bilhões de óleo in situ na Bacia do Espírito Santo e 1,7 bilhão de óleo in situ nas bacias maduras.
É lamentável, mas a maioria dos brasileiros não está se dando conta do que está acontecendo. As mudanças da lei do petróleo, durante o governo Lula, adotando modelo de compartilhamento e nomeando a Petrobrás como operadora única do pré-sal, despertou a ira nas multinacionais. Mas elas preferiram ficar caladas, segundo denuncia do Wikileaks que revelou o conteúdo de um telegrama, afirmando que “qualquer ação deveria ser feita com cautela, para não despertar o nacionalismo nos brasileiros”.
O que estamos assistindo leva a algumas conclusões óbvias: discutir os royalties como fazem a presidenta, os governadores, o Congresso Nacional, o STF é a forma mais eficaz de desviar a atenção da sociedade e deixar acontecer a 11ª rodada de leilão da ANP. Os royalties funcionam como “boi de piranha”. Mas enquanto as piranhas comem um boi, passa a boiada. Enquanto se discute os royalties que representam 10% da indústria do petróleo, as multinacionais levam os 90%.
Se nos leilões anteriores a Petrobrás teve uma posição arrojada, arrematando a maior parte dos blocos e, com isso, reduzindo as perdas da nação, desta vez a empresa entrará na disputa de mãos atadas: sob a síndrome do “prejuízo” que lhe foi imputado falsamente, já que teve um lucro de R$ 21 bilhões.
Os recursos que entram por meio dos leilões pouco representarão na contabilidade da Petrobrás. Por isso costumamos afirmar que a ANP está vendendo um bilhete premiado. Só a submissão exacerbada de um país – ou a corrupção desenfreada em alguns escalões – explicaria a manutenção dos leilões de petróleo, moldes anunciados pela ANP.
Ao invés de despertamos o nacionalismo em defesa do nosso petróleo, nossos representantes criam a disputa, a guerra entre os estados brasileiros, chamam até de “covardia”, gritam “Veta Dilma!”. Enquanto isso as multinacionais fazem o banquete com nosso petróleo.
Perplexos, temos a impressão de estar assistindo a grande conluio entre as classes dominantes e seus representantes em todas as esferas – executivo, legislativo, judiciário, grande mídia – para desviar a atenção do que realmente importa, deixando o povo desnorteado e confuso. Parecem compactuar com o que disse o primeiro Diretor-Geral da ANP, David Zilberstein, então no governo de Fernando Henrique Cardoso, para uma platéia de megaempresários: “O petróleo é vosso!”


*Emanuel Cancella é diretor do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP)

segunda-feira, 18 de março de 2013

CMP RJ inicia organizção do Congresso Estadual



Foi realizada em 9 de Março no Sidipetro RJ a reunião do Coordenação Estadual da CMP RJ, que debateu a organização do congresso estadual etapa do Congresso Nacional 20 anos da CMP Brasil. Foram discutidos a organização do congresso estadual e as etapas regionais que devem acontecer até abril, e informes da direção nacional e do estado. Este momento do congresso representa o fortalecimento e ampliação da central. Presentes na reunião os companheir@s dos diversos segmentos: Luta de Moradia, Setorial LGBT, de Mulheres. Debatemos a realização da Conferências Nacionais das Cidades etapa RJ, e o apoio as lutas no estado como a da saúde, direitos humanos, contra as remoções e os despejos.  Saudamos o 8 de Março dia da luta das mulheres pela igualdade de direitos e no combate ao Machismo, ao Racismo e a Homofobia. A CMP RJ repudia a absurda indicação do deputado Feliciano para a Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal (CDHM). CMP RJ apoia a mobilização pela destituição do deputado.  A CMP apoia a campanha o Petróleo tem que ser Nosso. 


Preparar a luta popular na resistência do povo, a caminhada de luta da CMP!


CMP RJ  

sexta-feira, 8 de março de 2013

Viva o dia 8 de Março – Dia Internacional da Mulher.

 
 
 
CMP na luta popular pela liberdade das mulheres! 
Contra o Machismo pela vida, trabalho, saúde, educação, cultura e direitos sociais, igualidade e os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres!!
 
 
Quando começou a ser comemorado o Dia Internacional da Mulher? Quando começou a luta das mulheres por sua libertação? Qual é a influência do movimento socialista na luta das mulheres? E o 8 de Março, como nasceu? A data teve origem a partir do quê? Onde? Estas e outras questões mereceram uma atenção especial em 2003, quando nos jornais e na Internet apareceram repetidamente versões diferentes. Todas, no entanto, esqueceram a palavra-chave, que está na luta da mulher por sua libertação: mulher “socialista”. do Núcelo Piratininga
 





LENDA E REALIDADE da luta das mulheres
 
A lenda do Dia Internacional da Mulher como tendo surgido na sequência de uma greve, realizada em 8 de Março de 1857, por trabalhadoras de uma fábrica de fiação ou por costureiras de calçado - e que tem sido veiculada por muitos órgãos de informação - não tem qualquer rigor histórico, embora seja uma história de sacrifício e morte que cai bem como mito.
Em 1982, duas investigadoras, Liliane Kandel e Françoise Picq, demonstraram que a famosa greve feminina de 1857, que estaria na origem do 8 de Março, pura e simplesmente não aconteceu (1), não vem noticiada nem mencionada em qualquer jornal norte-americano, mas todos os anos milhares de orgãos de comunicação social contam a história como sendo verdadeira («Uma mentira constantemente repetida acaba por se tornar verdade»).
Verdade é que em 1909, um grupo de mulheres socialistas norte-americanas se reuniu num "party’, numa jornada pela igualdade dos direitos cívicos, que estabeleceu criar um dia especial para a mulher, que nesse ano aconteceu a 28 de Fevereiro. Ficou então acordado comemorar-se este dia no último domingo de Fevereiro de cada ano, o que nem sempre foi cumprido.
A fixação do dia 8 de Março apenas ocorreu depois da 3ª Internacional Comunista, com mulheres como Alexandra Kollontai e Clara Zetkin. A data escolhida foi a do dia da manifestação das mulheres de São Petersburgo, que reclamaram pão e o regresso dos soldados. Esta manifestação ocorreu no dia 23 de Fevereiro de 1917, que, no Calendário Gregoriano (o nosso), é o dia 8 de Março. Só a partir daqui, se pode falar em 8 de Março, embora apenas depois da II Guerra Mundial esse dia tenha tomado a dimensão que foi crescendo até à importância que hoje lhe damos.
A partir de 1960, essa tradição recomeçou como grande acontecimento internacional, desprovido, pouco e pouco, da sua origem socialista.

(1) Se consultarmos o calendário perpétuo e digitarmos o ano de 1857, poderemos verificar que o 8 de Março calhou a um domingo, dia de descanso semanal, pelo que, em princípio, nunca ocorreria uma greve nesse dia. Há quem argumente, no entanto, que, durante o século XIX, a situação da mulher nas fábricas dos Estados Unidos era de tal modo dramática que trabalharia 7 dias por semana.

Pesquisa efectuada por Maria Luísa V. Paiva Boléo


CONSAGRAÇÃO DO 8 DE MARÇO COMO O DIA INTERNACIONAL DA MULHER


Desde 1975, em sinal de apreço pela luta então encetada, as Nações Unidas decidiram consagrar o 8 de Março como Dia Internacional da Mulher.
Se, nos nossos dias, perante a lei da maioria dos países, não existe qualquer diferença entre um homem e uma mulher, a prática demonstra que ainda persistem muitos preconceitos em relação ao papel da mulher na sociedade. Produto de uma mentalidade ancestral, ao homem ficava mal assumir os trabalhos domésticos, o que implicava para a mulher que exercia uma profissão fora do lar a duplicação do seu trabalho. Foi necessário esperar pelas últimas décadas do século XX para que o homem passasse, aos poucos, a colaborar nas tarefas caseiras.
Mas, se no âmbito familiar se assiste a uma rápida mudança, na sociedade em geral a situação da mulher está ainda sujeita a velhas mentalidades que, embora de forma não declarada, cerceiam a sua plena igualdade.
O número de mulheres em lugares directivos é ainda diminuto, apesar de muitas delas demonstrarem excelentes qualidades para o seu desempenho. Hoje as mulheres estão integradas em todos os ramos profissionais, mesmo naqueles que, ainda há bem pouco tempo, apenas eram atribuídos aos homens, nomeadamente a intervenção em operações militares de alto risco.
Nos últimos anos, a festa comemorativa do Dia Da Mulher é aproveitada por muitas delas, de todas as idades, para sair de casa e festejar com as amigas, em bares e discotecas, o dia que lhes é dedicado, enquanto os homens ficam em casa a desempenhar as tarefas que, tradicionalmente, lhe são imputadas: arrumar a casa, fazer a comida, tratar dos filhos...
Se a sua esposa, irmã, mãe ou avó ainda é daquelas que, não obstante as suas tarefas laborais no exterior, ainda encontra tempo e paciência para que nada lhe falte, o mínimo que poderá fazer será aproveitar este dia para lhes transmitir o seu apreço. Um ramo de flores, mesmo que virtual, será, certamente, bastante apreciado. Mas não se fique por aqui. Eternize este dia, esquecendo mentalidades preconcebidas, colaborando mais com elas nas tarefas diárias e olhando-as de igual para igual em todas as circunstâncias, quer no interior do seu lar, quer no seu local de trabalho. Quando todos assim procedermos, não haverá mais necessidade de um dia dedicado à mulher.


Datas básicas sobre a origem do 8 de Março 1900-1907

 Movimento das Sufragistas pelo voto feminino nos EUA e Inglaterra.
1907
 Em Stuttgart, é realizada a 1ª Conferência da Internacional Socialista com a presença de Clara Zetkin, Rosa Luxemburgo e Alexandra Kollontai. Uma das principais resoluções: "Todos os partidos socialistas do mundo devem lutar pelo sufrágio feminino."
1908
 Em Chicago (EUA), no dia 3 de maio, é celebrado, pela primeira vez, o Woman´s Day. A convocação é feita pela Federação Autônoma de Mulheres.
1909
 Novamente em Chicago, mas com nova data, último domingo de fevereiro, é realizado o Woman's Day. O Partido Socialista Americano toma a frente.
1910
 A terceira edição do Woman's Day é realizada em Chicago e Nova Iorque, chamada pelo Partido Socialista, no último domingo de fevereiro.
 Em Nova Iorque, é grande a participação de operárias devido a uma greve que paralisava as fábricas de tecido da cidade. Dos trinta mil grevistas, 80% eram mulheres. Essa greve durou três meses e acabou no dia 15/02, véspera do Woman's Day.
 Em maio, o Congresso do Partido Socialista Americano delibera que as delegadas ao Congresso da Internacional, que seria realizado em Copenhague, na Dinamarca, em agosto, defendam que a Internacional assuma o Dia Internacional da Mulher.
"Este deve ser comemorado no mundo inteiro, no último domingo de fevereiro, a exemplo do que já acontecia nos EUA".
 Em agosto, a 2ª Conferência Internacional da Mulher Socialista, realizada dois dias antes do Congresso, delibera que: "As mulheres socialistas de todas as nacionalidades organizarão (...) um dia das mulheres específico, cujo principal objetivo será a promoção do direito a voto para as mulheres". Não é definida uma data específica.


1911
 Durante uma nova greve de tecelãs e tecelões, em Nova Iorque, morrem 134 grevistas, a causa de um incêndio devido a péssimas condições de segurança.
 Na Alemanha, Clara Zetkin lidera as comemorações do Dia da Mulher, em 19 de março. (Alexandra Kollontai diz que foi para comemorar um levante, na Prússia, em 1848, quando o rei prometeu às mulheres o direito de voto).
 Nos Estados Unidos, o Dia da Mulher é comemorado em 26/02 e na Suécia, em 1º de Maio.
1912
 Nos Estados Unidos, o Dia da Mulher é comemorado em 25/02.
1912 e 1913
 Na Alemanha, o Dia da Mulher é comemorado em 19/3.
1913
 Na Rússia é comemorado, pela primeira vez, o Dia da Mulher, em 3/3.
1914
 Pela primeira vez, a Secretaria Internacional da Mulher Socialista, dirigida por Clara Zetkin, indica uma data única para a comemoração do Dia da Mulher: 8 de Março. Não há explicação sobre o porquê da data.
 A orientação foi seguida na Alemanha, Suécia e Dinamarca.
 Nos Estados Unidos, o Dia da Mulher foi comemorado em 19/03
1917
 No dia 8 de Março de 1917 (27 de fevereiro no calendário russo) estoura uma greve das tecelãs de São Petersburgo. Esta greve gera uma grande manifestação e dá início à Revolução Russa.
1918 
 Alexandra Kollontai lidera, em 8/3, as comemorações pelo Dia Internacional da Mulher, em Moscou, e consagra o 8/3 em lembrança à greve do ano anterior, em São Petersburgo.
1921
 A Conferência das Mulheres Comunistas aprova, na 3ª Internacional, a comemoração do Dia Internacional Comunista das Mulheres e decreta que, a partir de 1922, será celebrado oficialmente em 8 de Março.
1955
 Dia 5/3, L´Humanité, jornal do PCF, fala pela primeira vez da greve de 1857, em Nova Iorque. Não fala da morte das 129 queimadas vivas.
1966
 A Federação das Mulheres Comunistas da Alemanha Oriental retoma o Dia Internacional das Mulheres e, pela primeira vez, conta a versão das 129 mulheres queimadas vivas.
1969
 Nos Estados Unidos, o movimento feminista ganha força. Em Berkley, é retomada a comemoração do Dia Internacional da Mulher.
1970
 O jornal feminista Jornal da Libertação, em Baltimore, nos EUA consolida a versão do mito de 1857.
1975
 A ONU decreta, 75-85, a Década da Mulher.
1977
 A Unesco encampa a data 8/3 como Dia da Mulher e repete a versão das 129 mulheres queimadas vivas.
1978
 O prefeito de Nova Iorque decreta dia de festa, no município, o dia 8 de Março, em homenagem às 129 mulheres queimadas vivas.

Núcleo Piratininga de Comunicação